Quando falamos de progresso, sempre tendemos a pensar em grandes inovações futuristas que mudarão as nossas vidas em algum momento e a longo prazo. Mas ao conversar com gerentes de TI do setor de saúde, gosto de pensar primeiro em outras coisas, menores, mas que podem mudar tudo aqui e agora. Porque incorporar tecnologia não é apenas uma ação de vanguarda, é identificar uma necessidade e responder com ferramentas que simplificam os processos, melhoram o atendimento e, especialmente neste setor, contribuem para salvar vidas.

Uma coisa que definitivamente deve evoluir no setor é a gestão do histórico clínico dos pacientes. De fato, há instituições que estão avançando no processo de digitalização das informações dos pacientes, os chamados prontuários eletrônicos. Mas o desafio não termina aí, o mais importante da digitalização é garantir a disponibilidade dessa informação a partir de diferentes pontos de acesso e até mesmo poder compartilhá-la com outras instituições de saúde quando for necessário. Isto conduz à necessidade de criar um espaço de trabalho digital.

Através da criação de um espaço de trabalho digital e graças à virtualização dos dados, os médicos poderão ter acesso à informação com facilidade e esta informação estará sempre atualizada. Já existem muitos hospitais onde os médicos visitam os pacientes internados com seus tablets ou registram no computador os resultados dos exames clínicos e especificam a medicação recomendada após a consulta médica. Mas também podem ser digitalizados outros estudos, tais como radiografias e ultrassonografias, por exemplo; e os médicos podem ter acesso a essa informação para realizar consultas e, inclusive, para realizar um diagnóstico remoto.

Do meu ponto de vista, a possibilidade de contar com toda a informação consolidada e acessível a partir de diversos dispositivos, e deixar para trás o acúmulo de papel, é fundamental para avançar em direção ao diagnóstico remoto. Isto é ainda mais relevante quando, por exemplo, o médico acompanha o tratamento de um paciente grave e deve seguir o caso minuto a minuto, mesmo quando está fora do hospital. Ou inclusive quando as pessoas que moram numa cidade querem realizar alguma consulta ou escutar a opinião de um médico que está em outra localização geográfica.

Todo esse desenvolvimento produz um enorme impacto no atendimento ao paciente. Simplifica a forma como os médicos trabalham, permitindo-lhes dedicar mais tempo ao tratamento da saúde e não a complicados processos administrativos. Mas, ao mesmo tempo, gera dúvidas em relação à segurança e à confidencialidade da informação. E mais uma vez a resposta é dada pela tecnologia. Porque, precisamente, quando a informação é virtualizada, permanece segura no datacenter e nunca está armazenada no dispositivo utilizado. Também é possível controlar o acesso aos dados e estabelecer níveis de verificação da identidade das pessoas autorizadas a visualizá-los.

Virtualizar é o primeiro passo que recomendo aos gerentes de TI quando me dizem que querem levar seu hospital a outro nível. A partir daí, temos a base para evoluir e revolucionar o atendimento médico. Nos próximos posts, vou contar um pouco mais sobre a inovação neste setor. Estejam atentos às nossas novidades. Para finalizar, contem quais são as suas perspectivas e suas dúvidas, vamos debater qual é a melhor maneira de realizar uma verdadeira mudança no setor de saúde. O céu é o limite!

Heathcare Banner